quinta-feira, 25 de abril de 2013

Descobrindo a Grandeza das Coisas Anônimas

Leve seus filhos a encontrar os grandes motivos para serem felizes nas pequenas coisas.
Uma pessoa emocionalmente superficial precisa de grandes eventos para ter prazer.
Uma pessoa profunda encontra prazer nas coisas ocultas.
Uma pessoa profunda sente prazer nos fenômenos aparentemente imperceptíveis:

no movimento das nuvens,
no bailar das borboletas,
no abraço de um amigo,
no beijo de quem ama,
num olhar de cumplicidade,
no sorriso solidário de um desconhecido.

Felicidade não é obra do acaso.
Felicidade é um treinamento.
Treine suas crianças para serem excelentes observadoras.
Saia pelos campos ou pelos jardins, faça-as acompanhar o desabrochar de uma flor e descubra, juntamente com elas, o belo invisível.
Sinta com seus olhos as coisas lindas que estão ao seu redor.

Leve os jovens a enxergar os singelos momentos, a força que surge nas perdas, a segurança que brota do caos, a grandeza que emana dos pequenos gestos.

As crianças serão felizes se aprenderem a contemplar o belo nos momentos de glória e de fracassos, nas flores das primaveras e nas folhas secas
do inverno.

Eis o grande desafio da educação da emoção!

Para muitos, a felicidade é loucura dos psicólogos, delírio dos filósofos, alucinação dos poetas.

Eles não entenderam que os segredos da felicidade se escondem nas coisas simples e anônimas, tão distantes e tão próximas deles.

Augusto Cury
Do livro: "Pais Brilhantes, Professores Fascinantes"

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Mães Malvadas

Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de lhes dizer:
 Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com que vão, a que horas regressarão.
Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
 Eu os amei o suficiente para fazê-los pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro e fazê-los dizer ao dono: “Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar”.
Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé, junto de vocês, por duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
Eu os amei o suficiente para deixá-los ver, além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
Eu os amei o suficiente para deixá-los assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em momentos até odiaram).
Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci... Porque, no final, vocês venceram também! E, em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva os pais e mães, quando eles perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer: “Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais malvada do mundo”.
As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos de comer cereais, ovos, torradas. As outras crianças bebiam refrigerantes e comiam batatas fritas e sorvete no almoço, e nós tínhamos de comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. E ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.
Era quase em prisão! Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia que lhe disséssemos com quem iríamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.
Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora (tocava nosso celular de madrugada e “fuçava” nos nossos e-mails).
Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela “violava as leis do trabalho infantil”. Nós tínhamos de tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruel. Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.
Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E, quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata!
Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham de subir, bater à porta, para ela os conhecer. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos de esperar pelos 16 para chegarmos um pouco mais tarde, e aquela chata lavantava-se para saber se a festa tinha sido boa (só para ver como estávamos ao voltar).
Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolecência:
Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. FOI TUDO POR CAUSA DELA!
Agora, que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos “PAIS MAUS”, como minha mãe foi.
Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje.
Não há suficientes mães “MALVADAS”!

Autor: Carlos Hecktheuer

sábado, 14 de maio de 2011

Desiderata - Tradução

Vá placidamente por entre o ruído e a pressa
e lembre-se da paz que pode haver no silêncio.

Na medida do possível, sem se entregar,

esteja em boas relações com todas as pessoas.

Fale a sua verdade calma e claramente;

e escute os outros, mesmo os estúpidos e ignorantes;
eles também têm sua história.

Evite pessoas barulhentas e agressivas;

elas são tormentos para o espírito.

Se você se comparar com os outros, você pode se tornar vaidoso ou amargo,

porque sempre haverá pessoas superiores e inferiores a você.

Desfrute suas conquistas assim como seus planos.

Mantenha-se interessado em sua própria carreira, mesmo que humilde;
ela é um ganho real na fortuna cambiante do tempo.

Exercite a cautela nos negócios, pois o mundo está cheio de trapaças.

Mas não deixe que isso o torne cego à virtude que existe;

Muitas pessoas lutam por altos ideais, e toda a vida é cheia de heroísmo.


Seja você mesmo. Principalmente não finja afeição.

Nem seja cínico sobre o amor, porque em face de toda aridez e desencanto,
ele é tão perene quanto a relva.

Aceite gentilmente o conselho dos anos,

renunciando graciosamente às coisas da juventude.
Cultive a força do espírito que o protegerá no infortúnio inesperado.
Mas não se desespere com perigos imaginários.
Muitos temores nascem do cansaço e da solidão.

Adote uma disciplina sadia, seja gentil consigo mesmo.

Você é filho do universo nada menos que as árvores e as estrelas;
você tem o direito de estar aqui.
E se é ou não é claro para você, sem dúvida o Universo se desenrola como deveria.

Portanto, esteja em paz com Deus, não importa de que maneira você O conceba

e sejam quais forem seus trabalhos e aspirações
na barulhenta confusão da vida mantenha a paz em sua alma.

Com todos os enganos, labuta e sonhos desfeitos,

é ainda um mundo maravilhoso.
Seja alegre. Esforce-se para ser feliz.

escrito por Max Ehrmann nos anos 20


* Desiderata em Latim significa "Coisas para se desejar"*

terça-feira, 10 de maio de 2011

Desiderata - texto original!

Go placidly amid the noise and the haste,
and remember what peace there may be in silence.
As far as possible, without surrender,
be on good terms with all persons.
Speak your truth quietly and clearly;
and listen to others,
even to the dull and the ignorant;
they too have their story.
Avoid loud and aggressive persons;
they are vexatious to the spirit.
If you compare yourself with others,
you may become vain or bitter,
for always there will be greater and lesser persons than yourself.
Enjoy your achievements as well as your plans.
Keep interested in your own career, however humble;
it is a real possession in the changing fortunes of time.
Exercise caution in your business affairs,
for the world is full of trickery.
But let this not blind you to what virtue there is;
many persons strive for high ideals,
and everywhere life is full of heroism.
Be yourself. Especially do not feign affection.
Neither be cynical about love,
for in the face of all aridity and disenchantment,
it is as perennial as the grass.
Take kindly the counsel of the years,
gracefully surrendering the things of youth.
Nurture strength of spirit to shield you in sudden misfortune.
But do not distress yourself with dark imaginings.
Many fears are born of fatigue and loneliness.
Beyond a wholesome discipline,
be gentle with yourself.
You are a child of the universe
no less than the trees and the stars;
you have a right to be here.
And whether or not it is clear to you,
no doubt the universe is unfolding as it should.
Therefore be at peace with God,
whatever you conceive Him to be.
And whatever your labors and aspirations,
in the noisy confusion of life,
keep peace in your soul.
With all its sham, drudgery, and broken dreams,
it is still a beautiful world.
Be cheerful. Strive to be happy.
written by Max Ehrmann in the 1920s

*Desiderata is Latin for "Things to be Desired."* 

Bem vindos!!!

Terça-feira, frio em São Paulo... resolvi refazer meu blog...

Sejam bem vindos... deixem seus comentários, suas colaborações!!!

Grande beijo!!! Ótima semana!!!